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Covid-19: cinco anos depois da chegada do inimigo invisível 

Mais de 715 mil vidas perdidas pesaram na despedida 

Por: Redação PatosJá

Fonte: NTV - Lorena Teixeira

Publicado em: 14:45 19-03-2025

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Há cinco anos, o mundo parava diante de um inimigo invisível: a Covid-19. Mais de 715 mil vidas foram perdidas, deixando famílias em luto e cicatrizes profundas na sociedade. O vazio deixado por pais, avós, filhos e amigos se soma à lembrança dos dias de incerteza, do medo e das despedidas sem um último abraço.

O Brasil ainda carrega as marcas da pandemia e, desde então, acumula experiências que moldaram comportamentos, aceleraram inovações e deixaram lições duradouras. De acordo com a psicóloga Erika Barcelos, sequelas comportamentais e emocionais repercutem no dia a dia dos brasileiros até hoje.

“Tem comportamentos que não foram tão benéficos, como o aumento do uso de celular e os casos de ansiedade e depressão”, disse a psicóloga.

Mais de 715 mil vidas perdidas pesaram na despedida 

Isolamento 

Durante a pandemia, o isolamento forçou mudanças na rotina das pessoas. Dessa forma, o tempo de tela aumentou drasticamente, tanto para o trabalho quanto para o lazer. Com o isolamento, o ser humano passou a depender ainda mais da tecnologia para conseguir realizar atividades que antes eram presenciais. 

“A única forma que algumas pessoas encontraram para lidar com as emoções foi com o celular”, afirmou Erika. 

Apesar das dificuldades, a pandemia acelerou a ciência. O desenvolvimento rápido das vacinas mudou a história da medicina moderna e, atualmente, cientistas em torno do mundo monitoram novos vírus para evitar que outra crise aconteça. Além disso, o período de reclusão forçou as pessoas a olharem para si. 

Empatia

O medo do desconhecido e o isolamento aumentaram casos de ansiedade e depressão, mas, por outro lado, a busca por terapia cresceu. Para o pesquisador Gabriel Fernandes, o distanciamento físico fortaleceu laços e fez com que muitas pessoas repensassem a importância do cuidado com o próximo.

“As pessoas começaram a se atentar com a presença de doenças infectocontagiosas e elas começaram a se proteger para não passar a doença”, ressaltou o pesquisador.
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